Sobre grades e mangueiras

Dia desses andava eu pelas ruas e comecei a reparar na arquitetura (?!) das casas e prédios. Andar de ônibus, quando não tá extremamente cheio e quente, pode ser uma experiência quase libertadora. Pois sim, finalmente notei as construções novas em Santa Maria de Belém do Grão Pará e todas parecem demais entre si. Os prédios com aqueles tijolinhos finos que tão hypados nas fachadas atuais (pra dar um ar de displicência organizada, descolada e coisa e tal), os malditos tijolinhos de vidro e a porcaria dos jardins de pedrinhas sempre brancas e polidas com palmeirinhas com as distâncias entre si milimetricamente medidas e outras plantas igualmente insossas. Se é que dá pra chamar isso de jardim. Até as grades são lisas, sem nenhum tipo de ornamento.

Sinceramente, me chamem de antiquada, mas eu prefiro algo mais rococó ou verdadeiramente caótico. Prefiro aquelas grades mega-trabalhadas, com trocentas reentrâncias das casas da Cidade Velha. Prefiro as casas da periferia, construídas, em sua maioria, sem engenheiro ou arquiteto, e justamente por isso mais diferentes entre si, adequadas à realidade das pessoas. Prefiro jardins relativamente aleatórios, onde a ordem das plantas não é dada pelo paisagista, mas pelo lugar onde as sementes germinaram. Jardins cheios de flores e árvores frutíferas, e, MANGUEIRAS! Alguém me explica o motivo de não plantarem mais Mangueiras na dita cidade delas?

Perdi a mão legal nesse post. Mas que há mais beleza na naturalidade, isso há.

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O “hype” hindu

Vamos lá!!!! A tentativa nossa de cada dia pra manter o blog vivo…primeiramente, uma justificativa para os textos curtos de nosso sítio, bem, não tenho intimidade alguma em editar textos que (mesmo que não o façam) podem atingir uma infinidade de leitores, isso, na verdade, me assusta! A Helem que adora rally de blog, nem pra atualizar as paradas…hehehe.

O post de hoje é dedicado ao artista indiano, cujo nome não sei o nome (a Helem pode editar depois), que imita, e diria mais, MELHORA as coreografias do videoclipe “Thriller” do, outrora genial, Michael Jackson. O vídeo é bastante visto no Youtube, também pudera, é de um humor maravilhoso e gera conversas como a seguinte:

– Helem: Huauhauhauahuha, esse clipe é muito tosco!

-Neuzinha: O cara é hindu..claro que ele tem que usar vinil!!!

Riso geral.

Foi mais engraçado na hora ¬¬, mas se não gostaram da piadinha, assistam ao vídeo e divirtam-se e esqueçam minha tentativa estúpida de entretê – los. Até a próxima!

Por Inaê.

Filosofia de banheiro (literalmente)

Resgatando uma conversa antiga com alguém que, supreendentemente, ainda mantem-se próximo.

Lucas (11:12 PM) :
tava conversando sobre dentes agora há pouco
Helem (11:15 PM) :
é melhor do q conversar sobre cocô
Lucas (11:15 PM) :
certamente, certamente…
Lucas (11:16 PM) :
não gosto de conversas escatológicas
Helem (11:17 PM) :
po… escatologias roXXX
Lucas (11:17 PM) :
o mais engraçado é que se tu ver no dicionários, uma das definições de escatologia é: ” tratado sobre os fins últimos do homem”
essa ambiguidade da palavra nos diz muito… hahahahhaha
Helem (11:20 PM) :
ahahahahahahahahahahahahahahah
Lucas (11:20 PM) :
De escat(o)- + -logia.]
S. f.
1. Tratado acerca dos excrementos.
escatologia2
[De escato- + -logia.]
S. f.
1. Doutrina sobre a consumação do tempo e da história.
2. Tratado sobre os fins últimos do homem
Helem (11:23 PM) :
bizarro.
Lucas (11:26 PM) :
o que talvez possa sugerir que a merda é o fim último do homem

Eu acredito que esse pode ser o resumo de todo conhecimento humano até o presente momento.

O dia seguinte à criação do blog

Mais um dia, e vou tentar manter o blog vivo, não sei bem o que escrever (espero que a Helem reedite depois, já que ela tem mais experiência nessas coisas da “web” =P). Hoje é véspera do nosso (meu e da Helem) último dia como bolsistas no Instituto Evandro Chagas e, como sempre, regado a muita besteira, talvez o auge tenha sido a citação bibliográfica de Meneguel, X et al (sendo o et al, as Paquitas).

Lendo isso, eu percebo que, a cada dia que passa, as coisas que dizemos fazem menos sentido, mas isso é bom, porque seria muito chato se, além de escravas dos horários e obrigações, fôssemos escravas da coerência. Hum hum…

por Inaê.

O dia seguinte, mesmo quando ele começa no mesmo dia

oi

por Helem.

Bom, resolvemos começar este blog por insistência de um rapaz que disse que pessoas como nós (?) deveriam abrir um blog. Vamos ver no que vai dar, se seremos apenas mais uma gota no emorme oceano de inutilidade que é a internet!

Abraços por Inaê.